- Quartos: 8
- Banheiros: 14
- Vagas: 6
- Área: 1481.25 m²
- Preço: US$ 75.000.000








Uma extraordinária propriedade de legado de 268 acres que abrange a fronteira de Nova York e Connecticut, Hillandale oferece privacidade incomparável e grandeza atemporal. Antiga propriedade da família Sulzberger do New York Times, o solar de inspiração europeia com mais de 15.000 sq ft e oito quartos foi meticulosamente restaurado e apresenta magníficas salas formais para entretenimento, 11 lareiras, dois elevadores, uma biblioteca revestida, conservatório ensolarado, sala de bilhar, sauna, academia e uma piscina interna olímpica com spa.
Há também uma piscina externa com casa de piscina dedicada. Vastas áreas de terreno, lindamente projetadas, exibem jardins formais, um lago particular, trilhas na mata, um labirinto de sebes e quadra de tênis iluminada. Quatro casas de hóspedes separadas e um apartamento de garagem separado na propriedade criam um complexo privado verdadeiramente incomparável. Esta é uma oferta única em uma geração para aqueles que buscam elegância e reclusão excepcionais.
Subtipo:
Residência unifamiliar | Ano de Construção: 1900
Análise honesta
É um ativo icônico e raríssimo, mas com forte risco de liquidez e provável sobrepreço frente ao mercado local; a viabilidade depende de estratégia de uso (família, hotel / retiro, eventos, equestrian, wellness) mais do que de valorização “padrão” de residencial.
A propriedade está localizada em 1233 Rock Rimmon Road, em Stamford, Connecticut, na fronteira entre Connecticut e Nova York. O preço pedido atual é de 75 milhões de dólares. A casa principal tem cerca de 15.944 pés quadrados de área construída, com oito quartos e doze banheiros. O terreno total é de aproximadamente 268,2 acres, divididos entre os dois estados, com diversos lotes fiscais. A infraestrutura inclui piscina interna olímpica, piscina externa, spa, sauna, academia, quadra de ténis iluminada, trilhas, lago privado, labirinto de sebes, estufas, dois estábulos, quatro casas de hóspedes e um apartamento sobre a garagem, além de onze lareiras e dois elevadores. Trata‑se de uma mansão histórica do início dos anos 1900, antiga propriedade da família Sulzberger, totalmente restaurada, com mais de 30 milhões de dólares investidos em melhorias e expansão, tendo a casa principal praticamente dobrado de tamanho.
A propriedade já foi listada em 2020 por cerca de 49,5 milhões de dólares e não foi vendida; voltou ao mercado em 2026 por 75 milhões, um aumento superior a 50% sem registro de transação nesse intervalo. Isso indica claramente um posicionamento como “trophy asset”, com preço de troféu, e não como produto alinhado ao valor de mercado residencial local.
Para um investidor, o retorno dificilmente virá de uma revenda rápida para um comprador residencial típico. A tese precisa ser de reposicionamento do ativo como negócio. Alguns caminhos possíveis: um retiro de ultra luxo ou boutique resort (wellness, casamentos de alto padrão, eventos corporativos exclusivos, retiros de executivos), aproveitando as casas de hóspedes e a piscina interna para operação o ano todo; um centro equestre combinado com eventos, explorando estábulos, trilhas e grande área rural; um private members club de altíssimo padrão, no modelo de country club com poucos sócios e joia elevada, que usufruem de piscinas, ténis, spa e lago; ou, ainda, uma tese de divisão futura em múltiplos lotes residenciais de alto padrão, transformando parte dos 268 acres em um conjunto de mansões, o que dependeria de viabilidade urbanística e aprovações municipais e reduziria o caráter histórico único do conjunto.
Mesmo nesses cenários, o retorno esperado não é trivial. Hotéis e resorts de ultra luxo na região NY/CT tendem a operar com cap rates brutos baixos, algo em torno de 2% a 4%, e os custos operacionais de um ativo desse porte – impostos, equipe permanente de manutenção, segurança, energia para piscinas aquecidas, conservação de jardins formais, estradas internas e estruturas – consomem boa parte da receita. Em termos de investimento estritamente financeiro, é difícil projetar uma taxa interna de retorno superior a 4% a 6% ao ano, a menos que se consiga comprar com desconto significativo em relação ao preço pedido e operar com diária média e ocupação extremamente altas.
Os principais riscos são claros. Primeiro, a liquidez: trata‑se de um “legacy estate” com público‑alvo global muito restrito, que já ficou oferecido ao mercado por anos sem comprador, inclusive com tentativa anterior em preço menor. Segundo, o sobrepreço relativo: o gap entre 75 milhões de dólares e o teto normal do mercado de Stamford, onde casas topo de linha se situam na faixa de 7 a 9 milhões, é enorme; isso aumenta a probabilidade de que um futuro comprador também exija um desconto muito forte. Terceiro, os custos fixos elevados: apenas os impostos de propriedade já ficam em patamar de seis dígitos por ano, sem contar a parte do terreno que está em Nova York, além da folha de pagamento de staff, seguros e manutenção intensiva das estruturas. Quarto, a dependência de um nicho específico: qualquer modelo – resort, clube ou retiro – exigirá construção de marca, marketing internacional e gestão hoteleira/profissional altamente qualificada para atingir o nível de receita compatível com o capital imobilizado. Por fim, há o risco regulatório e de aprovação caso a tese envolva parcelamento do solo e desenvolvimento de múltiplos lotes residenciais em dois estados diferentes.
Comparando qualitativamente com o mercado de Stamford, a discrepância é grande. Enquanto a propriedade em análise pede 75 milhões de dólares, a mediana de casas de luxo em Stamford gira em torno de pouco mais de 1 milhão, com imóveis de topo em torno de 8 a 9 milhões. A área construída da casa principal, quase 16 mil pés quadrados, é o dobro ou mais de muitas casas de alto padrão locais, que normalmente variam entre 4 e 8 mil pés quadrados. O terreno de 268 acres supera em dezenas de vezes o lote padrão de 1 a 5 acres de residências de luxo da região. Em consequência, o preço por pé quadrado em Hillandale é várias vezes superior ao preço médio por pé quadrado das casas de luxo existentes na cidade. Além disso, enquanto propriedades convencionais de alto padrão tendem a ser absorvidas pelo mercado em alguns meses de exposição, este imóvel já demonstrou histórico de permanência longa em oferta, sem transação.
Assim, como investimento puramente financeiro, comprado ao preço cheio atual, o imóvel é fraco: baixa liquidez, probabilidade de cap rate baixo, custos anuais muito altos e risco concreto de revenda apenas com desconto relevante. Como ativo estratégico para reposicionamento – seja como resort de luxo, clube privado ou retiro corporativo –, pode fazer sentido, mas somente se você conseguir: comprar com desconto substancial em relação aos 75 milhões (idealmente mais próximo ou abaixo da faixa histórica de 49,5 milhões); ter um parceiro operador com experiência comprovada nesse nicho; e estruturar um plano de negócios em que a receita projetada, após novo capex de adaptação, permita perseguir uma TIR alvo mais agressiva, na faixa de 8% a 10% ao ano.