Imóveis à venda em Corona
Nova Iorque, EUA
Sobre Corona
Corona é um bairro do distrito de Queens, em Nova Iorque, encostado ao Flushing Meadows–Corona Park, o grande parque das Exposições Universais de 1939 e de 1964. Fica entre Jackson Heights e Elmhurst, a oeste, e o parque, a leste; a norte da Roosevelt Avenue chama-se North Corona e prolonga-se até East Elmhurst. É um bairro denso, de ruas com casas geminadas, pequenos prédios de duas ou três habitações e blocos de apartamentos, servido pela linha 7 do metro, que chega a Manhattan em cerca de meia hora.
Não deve ser confundido com a cidade de Corona, na Califórnia, que é outro lugar. Esta página trata do bairro de Queens, com o código postal 11368.
Para quem compra, Corona oferece algo cada vez mais raro em Nova Iorque: casas e apartamentos a preços abaixo da média da cidade, a uma viagem de metro de Midtown, ao lado de um dos maiores parques da cidade e de uma área que está a mudar depressa, com o novo estádio de futebol e milhares de casas novas em Willets Point. A contrapartida está na densidade, no ruído dos aviões do aeroporto LaGuardia em parte do bairro, nas cheias de chuva intensa que atingem as caves, nas regras das cooperativas de habitação, nos apartamentos de cave sem licença e na necessidade de verificar com cuidado o estado e a situação legal de cada casa. Esta página explica o bairro, o que se encontra à venda e o que convém verificar antes de comprar.
Onde fica e como se chega
Corona ocupa o centro-norte de Queens. As ruas principais são a Roosevelt Avenue, por baixo da linha elevada do metro, a Junction Boulevard, que faz a fronteira com Jackson Heights e Elmhurst, a Northern Boulevard, a norte, a Corona Avenue e a 108th Street, a artéria comercial do sul do bairro. A leste fica o Flushing Meadows–Corona Park e, do outro lado dele, Flushing; a sul, Rego Park e Forest Hills, já com outro tipo de casas e de preços.
A ligação a Manhattan faz-se pela linha 7 do metro, que tem em Corona as estações de Junction Boulevard, 103rd Street–Corona Plaza, 111th Street e Mets–Willets Point. A linha corre elevada sobre a Roosevelt Avenue e tem um serviço expresso nas horas de ponta. De Junction Boulevard a Grand Central conta-se com cerca de meia hora, um pouco mais a partir das estações a leste; de Grand Central segue-se para o resto de Manhattan. Há também muitas linhas de autocarro, como a Q23, a Q58, a Q66, a Q72 e a Q88, que ligam Corona a Flushing, a Forest Hills, a Ridgewood e ao aeroporto LaGuardia.
O comboio suburbano Long Island Rail Road passa por Corona sem parar: a estação do bairro fechou em 1964. A estação de Mets–Willets Point, na linha de Port Washington, funciona sobretudo em dias de jogos e de grandes eventos. De carro, o bairro fica junto à Grand Central Parkway, à Long Island Expressway e à Van Wyck Expressway, e a poucos minutos dos aeroportos de LaGuardia e, mais longe, de JFK. Estacionar na rua é difícil em quase todo o bairro.
Um pouco de história
A zona começou como West Flushing. Em 1854, a chegada do caminho de ferro trouxe especuladores de Nova Iorque, que lotearam os terrenos e lhes deram o nome do povoado vizinho. Por volta de 1870, os moradores e os promotores quiseram um nome próprio, e a zona passou a chamar-se Corona, a «coroa» do condado de Queens. Foi também aqui, num hipódromo chamado Fashion Course, que se jogaram em 1858 os primeiros jogos de basebol com bilhete pago.
No início do século XX, os pântanos a leste do bairro tornaram-se as Corona Ash Dumps, uma enorme lixeira de cinzas que F. Scott Fitzgerald descreveu em O Grande Gatsby como o «vale das cinzas». Nos anos 30, a lixeira foi aterrada e transformada no recinto da Exposição Universal de 1939, que deu origem ao Flushing Meadows–Corona Park; a Exposição Universal de 1964 voltou a usar o mesmo terreno e deixou o Unisphere, o grande globo de aço que é hoje o símbolo de Queens.
Durante grande parte do século XX, Corona foi um bairro de famílias operárias de origem italiana, alemã e irlandesa, a que se juntaram mais tarde famílias afro-americanas em North Corona e, a partir dos anos 50, imigrantes da América Latina. O músico Louis Armstrong viveu numa casa de tijolo de North Corona desde 1943 até morrer, em 1971; a casa é hoje museu. Em 2010, o recenseamento contava cerca de 110 mil habitantes em Corona e North Corona juntos, o que faz deste um dos bairros mais densos de Queens.
Corona, zona a zona
Corona Plaza e a Roosevelt Avenue
O coração do bairro é a Corona Plaza, uma praça pedonal na Roosevelt Avenue, junto à estação de 103rd Street, tornada permanente em 2018, com mercados, eventos e comércio de rua. Ao longo da Roosevelt Avenue, por baixo da linha elevada, há lojas, restaurantes, padarias e serviços de toda a espécie, com movimento até tarde. É a zona mais animada e também a mais ruidosa, com o metro a passar por cima. Os prédios desta zona combinam muitas vezes comércio no rés-do-chão e apartamentos por cima.
O sul de Corona e a 108th Street
A sul da Roosevelt Avenue, entre a Corona Avenue e a Long Island Expressway, ficam as ruas mais antigas do bairro, com casas geminadas e semi-geminadas, muitas de tijolo, e pequenos prédios de duas e três habitações. É a zona da antiga comunidade italiana, onde ainda funciona o Lemon Ice King of Corona, uma geladaria fundada em 1944, e a praça William F. Moore Park, a que os moradores chamam «Spaghetti Park». Mais a sul, junto à Horace Harding Expressway e à fronteira com Rego Park, há grandes blocos de apartamentos e cooperativas de habitação dos anos 50 e 60, e o conjunto de LeFrak City fica logo ao lado.
North Corona
A norte da Roosevelt Avenue, entre a Junction Boulevard e o parque, fica North Corona, que se estende até à Northern Boulevard e se confunde, mais a norte, com East Elmhurst. As ruas são de casas de família, muitas com duas ou três habitações, e de pequenos prédios. É a zona da casa de Louis Armstrong, na 107th Street, e fica mais perto do aeroporto LaGuardia, o que significa mais ruído de aviões nalgumas ruas, conforme a pista em uso.
O lado do parque e de Willets Point
As ruas a leste, perto da 111th Street, ficam à beira do Flushing Meadows–Corona Park e do lado de Willets Point, uma antiga zona de oficinas de automóveis do outro lado do parque, junto ao estádio de basebol Citi Field. Willets Point está a ser transformado: está em construção o Etihad Park, o primeiro estádio de futebol profissional da cidade, para o clube New York City FC, com abertura prevista para 2027, e o plano inclui milhares de casas a preços controlados, uma escola e um hotel, com conclusão prevista por volta de 2030. Para quem compra deste lado, a obra traz serviços e movimento novos, e também mais trânsito e multidões em dias de jogo.
O parque e o lazer
O Flushing Meadows–Corona Park é um dos maiores parques de Nova Iorque e o grande trunfo do bairro. Tem relvados, campos de jogos, ciclovias, os lagos de Meadow Lake e Willow Lake, o Unisphere e o recinto das antigas exposições. Dentro do parque ficam o Queens Museum, que guarda a maqueta gigante da cidade de Nova Iorque feita para a exposição de 1964; o New York Hall of Science, um museu de ciência pensado para famílias; o jardim zoológico de Queens; e um complexo de piscina e pista de gelo.
No parque fica também o USTA Billie Jean King National Tennis Center, onde se joga todos os anos, no fim do verão, o torneio de ténis US Open. Ao lado do parque está o Citi Field, o estádio dos New York Mets. Ter estes recintos à porta é uma vantagem para quem gosta de desporto e um custo para quem quer sossego: nos dias de jogo e durante as duas semanas do US Open, o metro, as ruas e o estacionamento enchem.
No bairro, a Louis Armstrong House Museum conserva a casa do músico tal como ele a deixou, com visitas guiadas e um centro de arquivo do outro lado da rua. A comida é outro motivo de visita: as ruas de Corona e da vizinha Jackson Heights estão entre as zonas de cozinha de rua mais conhecidas da cidade.
Escolas, saúde e serviços
Corona é servida pelas escolas públicas da cidade de Nova Iorque, com escolas primárias, intermédias e secundárias no bairro, e pelas escolas de outras zonas de Queens a que se pode aceder por candidatura. Em Nova Iorque, a escola primária e a intermédia de zona dependem da morada exata, e as escolas secundárias são escolhidas por candidatura em toda a cidade. Confirma-se sempre a escola de zona no site do Departamento de Educação, pela morada, antes de fazer uma proposta.
O grande hospital público da zona é o NYC Health + Hospitals/Elmhurst, em Elmhurst, a poucos minutos; há outros hospitais em Flushing e em Forest Hills. No bairro há clínicas, farmácias, supermercados e comércio diário em quase todas as ruas principais, e os centros comerciais de Elmhurst e de Rego Park ficam ao lado. A água e os esgotos são da rede pública da cidade.
O que existe à venda
Em Corona vendem-se dois tipos de imóvel. Por um lado, apartamentos, quase sempre em cooperativas de habitação, os chamados co-ops, e, nos prédios mais recentes, em condomínio; são sobretudo de um e dois quartos, em prédios de vários andares, muitos deles construídos entre os anos 50 e 70. Por outro, casas: casas geminadas e semi-geminadas, casas de família e pequenos prédios de duas ou três habitações, muitas vezes com uma parte para arrendar.
Na nossa seleção, os preços vão de cerca de US$ 239 mil, num apartamento de um quarto, a perto de US$ 2 milhões, numa casa grande na Northern Boulevard, com um valor mediano à volta de US$ 520 mil. Na parte de baixo estão os apartamentos de um quarto em cooperativa; no meio, os apartamentos de dois quartos e os condomínios; na de cima, as casas de várias habitações, que valem pelo espaço e pelo rendimento das partes arrendadas.
Pontos de atenção
Cooperativas de habitação: a aprovação da administração
Quem compra num co-op não compra o apartamento: compra ações da cooperativa dona do prédio, e a venda tem de ser aprovada pela administração. A administração pede declarações de rendimentos, extratos e referências, faz entrevista e pode recusar sem dar explicações. Muitas cooperativas exigem que o apartamento seja residência do próprio comprador, limitam ou proíbem o arrendamento, fixam uma entrada mínima e limitam o financiamento. Para quem compra do estrangeiro ou para arrendar, estas regras podem ser decisivas. Lêem-se os estatutos, as regras de subarrendamento e as contas da cooperativa antes de fazer a proposta.
A mensalidade e as contas do prédio
Nos co-ops paga-se uma mensalidade, a chamada «maintenance», que inclui a parte do imposto sobre o imóvel e, muitas vezes, a hipoteca do próprio prédio; nos condomínios paga-se a quota de condomínio e o imposto à parte. Pede-se o valor exato, o histórico de aumentos, as contas da cooperativa e a informação sobre obras previstas ou quotas extraordinárias. Um apartamento barato num prédio com a fachada ou a cobertura por reparar pode sair caro.
Cheias de chuva e caves
Corona não fica junto ao mar, mas está exposta às cheias de chuva intensa: com tempestades fortes, a rede de esgotos não dá vazão e a água entra pelas caves. Com os restos do furacão Ida, em setembro de 2021, a chuva bateu recordes na cidade e morreram em Queens várias pessoas em apartamentos de cave, uma delas em Corona. Nas casas com cave pergunta-se se já entrou água, verifica-se a válvula anti-retorno do esgoto e a drenagem, e pede-se um orçamento do seguro de inundação, que não está incluído no seguro normal.
Apartamentos de cave e habitações sem licença
Em Corona, como em toda esta zona de Queens, é comum encontrar caves e sótãos transformados em habitação sem licença, e casas com mais habitações do que as que constam do certificado de ocupação. O programa estadual de legalização de caves de 2024 não incluiu este distrito. Uma habitação sem licença pode dar multas, não conta para o banco e pode ter de ser desocupada. Confirma-se no Departamento de Edifícios o certificado de ocupação, o número legal de habitações e as infrações abertas, e não se conta com o rendimento de uma parte ilegal.
Casas antigas
Muitas casas do bairro têm mais de oitenta ou cem anos. É comum encontrar tinta com chumbo, que a lei federal obriga a declarar nas casas anteriores a 1978, canalizações e instalações elétricas antigas, caldeiras e depósitos de gasóleo, e obras feitas sem licença. Faz-se uma inspeção independente completa e confirma-se o estado da cobertura, das fundações e das paredes partilhadas com a casa do lado.
Ruído: metro, aviões e jogos
A linha 7 corre elevada sobre a Roosevelt Avenue, e as casas e os apartamentos virados para ela ouvem o metro a toda a hora. Em North Corona e nas ruas mais a norte, os aviões do LaGuardia passam baixo, conforme a pista em uso. E nos dias de jogo no Citi Field, durante o US Open e, a partir de 2027, nos jogos do novo estádio, as ruas junto ao parque enchem. Visita-se a casa a horas diferentes, incluindo num dia de jogo, antes de decidir.
Densidade e estacionamento
Corona é um dos bairros mais densos de Queens: passeios cheios, pouco estacionamento na rua e comércio até tarde. Para quem precisa de carro, uma casa com garagem ou lugar de estacionamento próprio vale bastante mais; nos apartamentos, pergunta-se se o prédio tem garagem e qual é a lista de espera.
Checklist jurídico e fiscal, nos Estados Unidos
Antes de comprar: nos co-ops, estatutos, regras de arrendamento e contas da cooperativa; nas casas, certificado de ocupação, número legal de habitações e infrações abertas no Departamento de Edifícios; inspeção independente; histórico de entrada de água na cave e orçamento do seguro de inundação; escola de zona pela morada; conta do imposto sobre o imóvel e eventuais isenções que desaparecem com a venda.
Na compra: no estado de Nova Iorque, a compra faz-se habitualmente com advogado de cada lado, e assina-se contrato antes do fecho. Contam-se o seguro de título, nas casas e nos condomínios, os custos de fecho e os impostos de transmissão. O vendedor paga normalmente o imposto de transmissão da cidade de Nova Iorque, de 1% até US$ 500 mil e de 1,425% acima disso nas habitações, e o imposto estadual, de 0,4%. O comprador paga, nas compras de habitação a partir de US$ 1 milhão, o chamado «mansion tax», que começa em 1% do preço total e sobe por escalões a partir de US$ 2 milhões. As regras e as taxas confirmam-se com o advogado no momento da compra. Quem compra do estrangeiro precisa de número fiscal americano, o ITIN, para declarar rendimentos, e no fecho o banco e o advogado pedem prova da origem dos fundos.
A estrutura da compra: há quem compre em nome próprio e quem use uma sociedade, como uma LLC, por razões de responsabilidade, de sucessão ou de privacidade. Atenção: muitas cooperativas não aceitam compradores que sejam sociedades. Cada opção tem consequências fiscais, de financiamento e de declaração de beneficiários, e as regras de divulgação têm mudado nos últimos anos. Decide-se com advogado e contabilista americanos antes de assinar.
Enquanto detém: imposto sobre o imóvel pago à cidade, que nas casas de uma a três habitações tem limites ao aumento anual da avaliação; mensalidade do co-op ou quota de condomínio; seguro, incluindo o de inundação quando se justifica; manutenção. Os rendimentos de arrendamento declaram-se nos Estados Unidos, mesmo por não residentes, e o arrendamento de curta duração está fortemente restringido na cidade de Nova Iorque.
Na venda: imposto sobre mais-valias. Quem não é residente nos Estados Unidos está sujeito à retenção FIRPTA no fecho, que é adiantamento do imposto e não imposto final. Convém falar com um contabilista americano antes de vender.
Para quem faz sentido — e para quem não
Faz sentido para quem trabalha em Manhattan e quer pagar menos do que nos bairros mais próximos, com metro direto; para quem quer um primeiro apartamento em Nova Iorque e aceita as regras de uma cooperativa; para famílias que querem uma casa com parte para arrendar, legal, que ajude a pagar a hipoteca; para quem gosta de viver ao lado de um grande parque, de museus e de estádios; e para quem aposta na transformação de Willets Point.
Faz menos sentido para quem procura sossego e ruas tranquilas, para quem precisa de estacionamento fácil, para quem quer comprar um apartamento para arrendar sem ler as regras da cooperativa, para quem conta com o rendimento de uma cave sem licença, e para quem compra uma casa com cave sem verificar o risco de cheia de chuva.
Considerações finais
Corona é um bairro vivo, denso e bem ligado, com preços ainda acessíveis para Nova Iorque, ao lado de um dos maiores parques da cidade e de uma zona em plena transformação. O que separa uma boa de uma má compra é a situação legal da casa e de cada habitação, as regras e as contas da cooperativa, o comportamento da cave quando chove forte e a relação da morada com o metro, os aviões e os estádios.
Ao contactar-nos pela página do imóvel, encaminhamos o seu contacto para o nosso corretor parceiro, que é quem tem a informação completa sobre aquele imóvel em concreto — regras da cooperativa, certificado de ocupação, conta de impostos, escola de zona e condições de negociação.
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